Globo Cabo vai entrar no segmento de negócios de telefonia
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segunda-feira, 13 de dezembro de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 13 (AE) - A Globo Cabo, que lidera o mercado de TV por assinatura no País e recentemente ampliou sua linha de atuação em informática por meio de uma associação com a gigante norte-americana Microsoft, prepara-se para ingressar nas linhas de negócios de telefonia convencional. A empresa está negociando com companhias de telecomunicações mais uma parceria, mas o modelo de associação ainda é mantido em segredo.
"Não acreditamos que seja necessária a aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para o fechamento do negócio", disse hoje o diretor-geral da Globo Cabo, Moysés Aron Pluciennik. Adiantando que o novo parceiro será, preferencialmente, uma companhia com expressiva projeção internacional e operações complementares, ele disse que também não deve haver impedimento pelo fato de alguns sócios da Globo Cabo já terem participação em empresas de telecomunicações.
Ao longo do ano, a empresa obteve uma extraordinária valorização de suas ações negociadas em bolsa, com multiplicação por quase dez vezes o que valia no fim do ano passado. Hoje cedo a negociação dos papéis na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi suspensa à espera de maiores esclarecimentos sobre a reestruturação financeira causada pela parceria com Microsoft.
"É um processo normal da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)", disse Mauro Molchansky, diretor-geral da GloboPar, na entrevista convocada para falar sobre a mesma reestruturação. "Mas, divulgamos fato relevante há três semanas", alegou. Por volta das 15h30, uma hora e meia antes do fechamento do pregão, foi anunciada a reabertura dos negócios com ações da empresa.
A estrutura acionária da Globo Cabo mudou bastante depois da associação, mas sua composição correta só será detalhada dentro de uma ou duas semanas, segundo os diretores. A holding Globo Cabo, que detinha 80% do controle das ações com direito a voto (ordinárias), manterá o controle, mas com uma participação mais baixa, de pouco mais de 60%; o Bradesco permanecerá com os 20% de participação que já tinha; e entram na sociedade, com pouco menos de 10% cada uma, a Microsoft e a BNDESPar, empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.


