Globalização econômica implica reformas, diz Camdessus.
Washington, 13 (AE-AP) - O gerente-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, disse hoje (13), em Washington, (EUA) que a primeira experiência da América Latina na globalização da economia é que as reformas "são um processo sem fim". As reformas, acrescentou, "não são um intervalo entre dois momentos de calma mas um processo constante, penoso e necessário para combater de forma eficiente as desigualdades nas rendas e assegurar o bem-estar social".
Sobre a situação da economia no Brasil, o gerente geral do FMI disse que "o pior ficou para trás". Para ele, o perigo agora "é que o excesso de confiança dilua o esforço necessário daqui para frente".
Camdessus falou durante o seminário do Círculo de Montevidéu, que está acontecendo na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O presidente do organismo financeiro internacional, Enrique Iglesias, disse que as tentativas de inserir a economia latino-americana no processo global "não deteve a pobreza". E deu os números: "a pobreza que antes atingia 90 milhões de pessoas na região em 1980 subiu para 150 milhões na atualidade".





