Paris, 07 (AE-ANSA) - A globalização e a responsabilidade social dos Estados tornam decisivo o papel que as organizações de defesa dos direitos humanos devem desempenhar nas sociedades latino-americanas. Esta é a conclusão do segundo estudo do Observatório pela Proteção das Defensores dos Direitos Humanos, publicado hoje em Paris em conjunto com a Federação internacional de Ligas de Direitos do Homem e a Organização Mundial contra a Tortura.
"O processo de globalização e liberalização econômica e o abandono por parte dos Estados de sua responsabilidade social, o aumento da pobreza e a miséria representam desafios enormes para a sociedade latino-americana. Neste contexto é crucial a atividade dos defensores do direito dos homens", expressa o documento.
O Observatório constatou que as melhoras com relação aos direitos civis e políticos e da situação dos defensores dos direitos humanos obtida com o final das ditaduras "não são suficientes". Segundo o documento, "essas melhoras não constituem uma garantia suficiente enquanto a busca pela justiça se mantiver em suspenso".
"Não se pode negar que na América Latina a violação dos direitos humanos concerne aos direitos econômicos, sociais, culturais, coletivos, de meio ambiente e que essas violações afetam milhões de pessoas, comprometem a paz social e as aspirações democráticas", afirma o documento.

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