Londres, 01 (AE-AP) - O número de emigrantes procurando trabalho ao redor do mundo deverá crescer ainda mais em consequência da pressão exercida pela globalização nos países pobres, informou hoje (01) a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Cerca de 130 milhões de pessoas estão trabalhando como emigrantes em todo o mundo, exatamente o dobro que o registrado em 1965 (75 milhões), segundo o grupo das Nações Unidas.
"Adicionalmente, o número de emigrantes sem documentos é estimado entre 10 milhões e 15 milhões", afirma Peter Stalker, que escreveu o livro "Trabalhadores sem Fronteiras" a pedido da OIT.
Segundo Stalker, os emigrantes econômicos estão procurando trabalho hoje em 67 países, número bem acima dos 39 em 1970, e saindo de 55 países, comparado com 29 previamente. Mas em um sinal da complexidade da teia de emigração, países como a Tailândia e a Malásia recebem e enviam ao mesmo tempo o maior número de trabalhadores.
"Num mundo de vencidos e vencedores, os vencidos não desaparecem simplesmente. Eles procuram um outro lugar para viver", disse Stalker.
De acordo com dados de 1996, os trabalhadores estrangeiros representavam 25% da força de trabalho da Austrália, 6,2% da França, 0,1% do Japão, 3,4% da Grã-Bretanha e 9,4% dos Estados Unidos.