Global Village vai montar rede de satélites
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de agosto de 1999
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 27 (AE) - A Global Village Telecom (GVT), líder do consórcio que venceu hoje o leilão para concorrer com a Tele Centro Sul, tem planos de estabelecer uma Rede Panamericana de serviços de telecomunicações. A GVT, empresa holandesa com sede em Israel, é especializada em telecomunicações sem fio. Uma de suas afiliadas é a Gilat Satellite Networks, que construiu uma das maiores redes de satélites da Europa para a Loteria Britânica.
A GVT conseguiu recentemente autorizações para operar os serviços de longa distância nacional e internacional no Peru, montando estações terrestres para acesso à sua rede de satélites. No Chile, a GVT vai prestar serviços de telefonia para 1500 comunidades rurais. Já foram instalados 500 telefones públicos.
A rede pan-americana que a GVT pretende instalar inclui pontos no Brasil, Estados Unidos, Panamá, Colômbia, Peru e Chile. A empresa se propõe a oferecer serviços de telecomunicações sem fio para telefones públicos, PABX e WLL (Wireless Local Loop), atendendo a residências.
Na proposta apresentada hoje, a GVT promete instalar 220 mil terminais no próximo ano no Brasil a partir do zero, já que adquiriu apenas uma autorização e terá que montar toda a infraestrutura. A presença do consórcio liderado pela GVT (78%) no leilão só ficou assegurada no início da noite de quinta-feira, porque havia dificuldades em conseguir uma carta de fiança de R$ 30 milhões emitida por banco estabelecido no Brasil.
Segundo fontes do consórcio, até a semana passada o consórcio apostava na associação com a Inepar, empresa de participações do Paraná. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vetou a participação da Inepar porque não está oficializado o desligamento da Telemar.
A GVT teve, então, de correr contra o tempo para preparar toda a documentação exigida para a licitação. Ainda ontem a empresa apostava no adiamento do leilão.
Mas com a revogação de uma liminar pela Justiça Federal em Brasília, o consórcio pediu à Câmara de Liquidação e Custódia (CLC) a prorrogação do prazo para a entrega da carta de fiança, que foi depositada apenas 20 minutos antes da hora final.


