O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (que abrange Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) representou o Brasil no encontro anual da Global Legal Information Network (Glin), base de dados jurídicos que integra 35 países. O encontro aconteceu de 26 a 29 de agosto em Washington (EUA), promovido pela Biblioteca do Congresso norte-americano. A delegação brasileira foi composta pela presidenta do TRF, juíza Ellen Gracie Nothfleet, e pelo diretor de informática do Tribunal, Paulo Roberto da Silva Pinto. Ellen é a diretora do projeto Glin no País.
A estação brasileira do Glin funciona na sede do TRF da 4ª Região (em Porto Alegre) desde maio de 1993. As estações do Glin nos 35 países selecionam as leis publicadas nos diários oficiais que sejam de interesse para divulgação, fazem resumos na língua original e em inglês e transmitem as informações para a sede do programa, que fica na biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
Juízes, advogados e estudantes de Direito podem consultar as legislações pela Internet nos endereços http://lcweb2.loc.gov/glin/glinhome.html e http://qqq.loc.gov.
Na reunião de Washington, após as delegações apresentarem seus relatórios anuais, foi aberto espaço para discussões e propostas sobre o funcionamento do programa. A presidente do TRF da 4ª Região propôs ampliar o caráter informativo dos dados disponibilizados, criando em cada país participante estações associadas que abasteceriam a rede com legislação, doutrina, jurisprudências e textos jornalísticos.
No Brasil, de acordo com a proposta de Ellen Gracie Nothfleet, seriam assinados convênios com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e com a Universidade de Brasília, que forneceriam artigos sobre assuntos de interesse do público do Glin. O Senado, através do Prodasen, disponibilizaria seu banco de dados sobre jurisprudências. A reunião de matérias jornalísticas serviria para retratar a repercussão das leis na sociedade.
O Glin é uma rede cooperativa sem fins lucrativos. Além do Brasil compareceram ao encontro delegações da Argentina, Uruguai, México, Estados Unidos, Coréia do Sul, Mauritânia, Kuwait e Lituânia. A participação dos brasileiros foi financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.

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