Curitiba- Cerca de 4 milhões de pessoas no mundo são cegas devido a uma doença que, apesar da grande incidência, é desconhecida pela grande maioria da população: o glaucoma. Mais de 900 mil brasileiros sofrem com a doença, que se caracteriza pelo aumento da pressão intra-ocular, e se constitui na segunda maior causa de cegueira. Como não há cura, o diagnóstico e tratamento precoces para evitar o avanço da perda de visão são de extrema importância.
O alerta para a importância da prevenção será reforçado, hoje, Dia Nacional de Combate da Cegueira pelo Glaucoma. Médicos do Hospital de Olhos do Paraná farão uma campanha de esclarecimento, através de palestras e exames de pressão intra-ocular, gratuitamente. As pessoas que apresentarem suspeita de glaucoma serão encaminhadas para testes mais detalhados.
Cerca de 90% dos pacientes da oftalmologista Sueli Lima Teixeira têm glaucoma. Segundo ela, na maioria dos casos, a doença é hereditária. Por isso, quem tem histórico de glaucoma na família deve fazer o exame de pressão intra-ocular com mais frequência.
O maior problema do glaucoma é a ausência de sintomas. Algumas pessoas sentem dores no olho ou dor de cabeça, mas a maioria não sente nada. ''A doença vai comprometendo a visão na periferia do olho e a pessoa só percebe quando começa a prejudicar a visão central'', explicou a médica. Ela destaca que o comprometimento da visão nesses casos é irreversível.
Esse foi o caso de Helena Berentaj Guastalli, 51 anos. ''Infelizmente, a doença foi descoberta já em um grau bastante avançado'', contou ela, que perdeu metade da visão no olho direito e já tem dificuldades de enxergar, também, com o olho esquerdo.
Helena se queixou da possível negligência de dois oftalmologistas que havia consultado antes de descobrir a doença no início de 2005. Segundo ela, que tem história da doença na família, nenhum deles pediu o exame de pressão ou outro mais detalhado para detectar a doença. Ela diz que faz o tratamento com colírio para controlar a pressão, mas mesmo assim teme o avanço do glaucoma. ''Vivo com um pouco de medo. Quando descobri a doença entrei em depressão. A idéia que eu tinha era que um um dia eu iria acordar sem enxergar mais nada'', desabafou.
Serviço- As palestras e exames de pressão intra-ocular acontecem a partir das 15 horas, no Centro de Excelência em Oftalmologia, no Hospital de Olhos do Paraná (Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel), em Curitiba. Informações pelo telefone (41) 3222-4222.

SERVIÇO
As palestras e exames de pressão intra-ocular acontecem a partir das 15 horas, no Centro de Excelência em Oftalmologia, no Hospital de Olhos do Paraná (Rua Coronel Dulcídio, 199, Batel), em Curitiba. Informações pelo telefone (41) 3222-4222.

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