Glaciares terrestres do Alasca se derretem em ritmo alarmante
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de julho de 2002
France Presse 
Washington Os glaciares das montanhas do Alasca se derretem em um ritmo alarmante e aumentam o nível dos oceanos do planeta em 0,14 milímetros por ano, afirmaram ontem pesquisadores americanos.
Medições realizadas por laser permitiram determinar as alterações no volume de 67 glaciares do Alasca, durante o período compreendido entre a década de 1950 e meados da década de 1990.
Uma equipe de pesquisadores do Instituto Geofísico da Universidade do Alasca pôde antecipar que 85% desses glaciares se derretiam a um ritmo alarmante, e que se duplicou desde o princípio da década de 1990.
Dois desses glaciares, o de Columbia, na baía de Prince Williams, e o de Bering, nos Montes de St. Elias, particularmente, diminuem de volume de maneira vertiginosa: o primeiro perde cerca de oito metros de comprimento por ano e o segundo cerca de três.
O geólogo Keith Echelmeyer, diretor da equipe científica, não se arrisca a afirmar que esse derretimento acelerado dos glaciares seja consequência do aquecimento do clima, já que, segundo suas explicações, o período de observação não é suficientemente longo.
Segundo outros pesquisadores, o fenômeno pode ser originado por uma modificação temporária nos ventos e nas correntes quentes do Pacífico que teriam incidido nas temperaturas do Alasca. As temperaturas subiram três graus em média durante os últimos 30 anos, o quádruplo do restante do planeta.


