Manaus, 7 (AE) - A Gillette do Brasil vai centralizar na Zona Franca de Manaus (Suframa) as operações de manufatura de lâminas de barbear até o ano 2000. Com a transferência, a unidade do Rio de Janeiro será desativada. A empresa não informou quantos funcionários foram desligados e se haverá diversificação ou ampliação das linhas de produção já instaladas no distrito industrial.
Nos dois casos, o projeto da Gillette deverá passar por votação do Conselho de Administração da Suframa (CAS), uma vez que em Manaus a unidade de aparelhos de barbear só produz os encaixes para a lâmina.
Segundo a empresa, a transferência da fábrica aumentará a produtividade através da racionalização do uso da infraestrutura existente na Zona Franca. Também faz parte do processo de reorganização mundial iniciado pela The Gillette Company, em setembro do ano passado.
As mudanças da empresa foram comunicadas hoje ao novo superintendente da Suframa, Antonio Sergio Martins Melo pelo diretor superintendente da Gillette do Brasil, Aluisio Sturzenecker.
Metalúrgicos - Em Manaus a repercussão da transferência foi positiva. "É um avanço pois o setor se especializará agregando mais produtos e barateando custos", disse o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Waldenir Santana. "É um sinal de que a Zona Franca não vai acabar como diz o governo", afirmou o economista Serafim Correa.
Na Zona Franca, a Gillette é uma das líderes de exportações e produção do pólo de descartáveis, que faturou em 1998 US$ 336,8 milhões. Trabalham na unidade 1.100 funcionários. Com a transferência serão abertos mais 120 postos de trabalho.
Os funcionários cariocas, segundo nota da empresa, serão beneficiados com programas sociais e de recolocação no mercado de trabalho.

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