Rio, 12 (AE) - O compositor Gilberto Gil acordou mais cedo e foi prestigiar, hoje de manha, uma travessia experimental do cais da Praça XV, no centro do Rio, ao quebra-mar da Barra da Tijuca, na zona oeste promovida pela organização não-governamental (ONG) Alternativa Carioca, coordenada pelo vereador Alfredo Sirkis. A embarção usada foi um catamarã, que normalmente atravessa a Baía da Guanabara, do Rio a Niterói, em sete minutos e cobra R$ 4,85 pelo bilhete.
Até a Barra a viagem demora cerca de 30 minutos. Mesmo afirmando que não vem todos os dias de sua casa, em São Conrado, bairro próximo à Barra, ao centro da cidade, Gil aprovou a viagem e a proposta de uma linha regular no trajeto. No entando, a maioria dos 80 passageiros passou mal porque o catamarã balançou muito. "Eu nunca enjôo, nem em navio, nem em avião", explicou o compositor. "Num barco adequado, a travessia é muito tranquila".
O piloto do catamarã, Nildson Gomes, com 26 anos de profissão e quatro nesta linha, disse que a embarcação não era apropriada para navegar fora da Baía da Guanabara, especialmente com o mar agitado como estava hoje. Ele explicou que seria necessário um estabilizador, por causa das ondas na saída da baía. A assessoria da Barcas S.A., que explora a linha Rio-Niterói, informou que tem ainda a concessão de outra linha até a Barra, mas não tem estudos para criá-la. A concessão vai até feveriro de 2001.

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