Antônio Carlos Nardi, secretário de saúde da Prefeitura de Maringá e presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), foi o único
entrevistado pela FOLHA a elogiar o protocolo, que, na opinião dele, reforça mecanismos já existentes na legislação.
‘’Na prática, ele vai dar ferramentas aos gestores locais para estabelecer punições
já previstas em lei e exercer uma pressão para que não ocorram essas situações (faltas não justificadas)’’, diz Nardi.
Ele aponta, entretanto, que a fiscali­zação não cabe apenas aos gestores e às secretarias de saúde. ‘’Também temos a atuação dos conselhos, a fiscalização social’’, justifica.
Nardi afirma que o não comparecimento de médicos em serviços de urgência e emergência em hospitais públicos é ‘’raro’’ no Paraná. ‘’Em Maringá, por exemplo, os médicos que não podem comparecer trocam plantões. Quando isso não é possível, os gestores conseguem suprir as ausências’’, explica. ‘’Em municípios menores, muitos médicos fazem plantões à distância, são chamados quando chega algum paciente, até porque a demanda geralmente é pequena.’’ (F.G.)

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