Gestantes com Aids chegam a 15 mil
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sábado, 20 de novembro de 2004
Folhapress 
Brasília, DF- O Ministério da Saúde estima que 15 mil gestantes estejam infectadas pelo HIV e 60 mil com sífilis. Quanto mais cedo essas doenças são identificadas durante a gestação, maiores são as chances de evitar a transmissão para os bebês.
Esse é o objetivo da campanha que o Ministério da Saúde começa a divulgar, a partir de hoje, em emissoras de rádio e televisão. A campanha inclui a distribuição de folhetos, cartazes e publicação em revistas, num investimento de R$ 4 milhões. As informações são da Agência Brasil.
No ano passado, mais de 4,6 mil nascimentos de bebês com sífilis foram notificados. Estima-se que esse número corresponda a apenas 30% do total de casos. Desde 1980, foram registrados 8,4 mil casos de Aids em crianças com menos de cinco anos.
Quando as gestantes recebem o tratamento adequado, que está disponível na rede pública de saúde, é quase zero a chance da mãe transmitir essas doenças ao filho.
A campanha vai incentivar as grávidas a exigirem o teste de Aids e sífilis durante o pré-natal. Profissionais de saúde e gestores públicos também vão receber material informativo sobre a importância de se oferecer o teste às gestantes.
''Essa campanha não é uma ação pontual. Nós vamos trabalhar tanto para fazer chegar às mulheres que é um direito delas exigir o teste quanto com médicos e gestores'', afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
As mensagens voltadas às gestantes reforçam o direito de mãe e bebê protegerem-se da sífilis e Aids e terem acesso ao tratamento, quando necessário.
Para os profissionais de saúde, a campanha destaca que é responsabilidade deles oferecer os exames durante o pré-natal.
Os gestores de saúde receberão um folheto com informações sobre a campanha para que possam atuar conjuntamente com os profissionais de saúde, não permitindo que faltem testes e medicamentos.
Se a gestante com sífilis não fizer o tratamento, a doença pode causar a morte do bebê em até 40% dos casos ou provocar danos, como surdez, má formação óssea e problemas neurológicos. No caso das grávidas soropositivas, o bebê pode nascer com o vírus HIV ou se infectar pelo aleitamento materno.
Com a campanha, que vai ser veiculada até 15 de dezembro, o Ministério da Saúde espera reduzir a quase zero a infecção de Aids em recém-nascidos e eliminar a transmissão de sífilis pelas mães até 2007.


