Gestante deve ter acompanhamento
Assim como não existe forma de prevenir a pré-eclâmpsia, também não há cura. O que é absolutamente necessário é a realização dos exames de pré-natal e acompanhamento rigoroso da gestante.
Mulheres que já têm fatores de risco precisam de mais atenção do médico. Surgindo sintomas como cefaléia, tontura, dor na boca do estômago, náusea, vômito, pontos brilhantes, além, é claro, do aumento da pressão arterial, é preciso procurar o médico. Ele vai decidir qual a melhor conduta. Se for um caso leve, pode cuidar no consultório. Se for grave, pode precisar internar ou fazer o parto. O erro está em esperar a complicação para agir, não se pode deixar evoluir, afirma Eduardo Cordioli, coordenador da maternidade do Hospital São Camilo.
Repouso e remédios hipotensores para baixar pressão podem ajudar. Não é recomendável retirar o sal, pois a gestante já perde sal e o bebê precisa de iodo. Além disso, o sal não causa a pré-eclâmpsia, que é uma situação imunológica. Quando a pressão atinge 14 por 9 ou há proteinúria o jeito é internar. O tratamento definitivo é acabar com a gravidez e tirar a placenta. Esse é o momento de avaliar com o médico os riscos -para o bebê prematuro e para a mãe doente- e os benefícios. (C.T.)
SAIBA MAIS
1- Como é feito o exame?
O exame é simples e não é invasivo. Funciona como um ultra-som. A paciente deita, fecha os olhos e o aparelho é colocado sobre o olho. Numa tela aparecem o globo e os vasos sangüíneos, que serão analisados.
2- Em que momento da gestação ocorre a doença?
Geralmente, a pré-eclâmpsia aparece após a 20ªsemana. Em alguns grupos, os sintomas surgem antes da 34ªsemana. Esses são considerados os casos mais graves. Acima desse período, o mais indicado é interromper a gestação e fazer o parto, uma vez que o bebê já está maior, para evitar que o quadro se agrave.
3- O bebê também corre riscos?
Sim, porque a saúde da mãe como um todo pode estar comprometida. Pode haver sofrimento fetal com a falta de oxigênio, uma vez que não há troca adequada entre a placenta e a mãe, podendo ocorrer necrose. Ainda assim, quem sofre primeiro é a mulher e, em casos críticos, pode ser preciso antecipar o parto.
4- Como deve ser o parto de uma mulher com pré-eclâmpsia?
Segundo os médicos, se possível, é preferível optar pelo parto normal. Como o quadro da mulher é complicado, e a cesárea é mais delicada, o parto normal é considerado mais seguro. (C.T.)





