Rio- O geriatra João Toniolo, da Universidade Federal de São Paulo, defendeu a realização de campanhas de vacinação em massa contra a gripe comum para a população, em geral, neste período interpandêmico da gripe aviária. Segundo ele, a medida serviria para fortalecer as pessoas, no caso da disseminação da doença, já que a gripe comum deixa o organismo frágil, o que pode trazer sérias consequências no caso de uma infecção pelo vírus que transmite a gripe aviária.
De acordo com o médico, anualmente ocorrem no mundo 600 milhões de casos de gripe comum, doença que têm os mesmos sintomas da gripe aviária. Ele informou que a medida preventiva segue a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
''A Organização Mundial da Saúde não discute se vai ter pandemia. Infelizmente, a OMS discute quando vai ser a pandemia. O que a gente não consegue saber é a extensão disso. Pode parar tudo. Comércio, importação e exportação, pára hospitais. Então, não se vai ter leitos'', afirmou o geriatra.
João Toniolo participou da Jornada Impacto da Influenza sobre a Aviação Comercial, primeiro encontro da aviação que discutiu os impactos da gripe aviária sobre o setor. Ele disse que o Brasil não corre tanto o risco de registrar a gripe aviária, porque os alimentos que o país produz são controlados e o sistema aviário é diferente do chinês.
''A China tem um bilhão e meio de habitantes e 14 bilhões de aves. Por isso, a doença aparece na região, a Ásia Leste, que tem uma parte de higiene muito ruim'', afirmou Toniolo.

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