Gerentes de funerárias negam acusações
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quinta-feira, 06 de maio de 1999
Por Rodrigo Mattos, especial para a AE 
Rio, 07 (AE) - Um dos donos da funerária Novo Mundo, acusada por Édson Izidoro Guimarães de ter pago pelos assassinatos no Hospital Salgado Filho, Manoel de Souza Oliveira
negou todas as acusações do auxiliar de enfermagem. O gerente da funerária Novo Rio, outra citada por Guimarães, Paulo Henrique, garantiu que a empresa não tem relações com o acusado.
Oliveira disse que sua empresa não tem nenhuma "transação com pessoas estranhas". Ele garantiu que a funerária atende apenas famílias que a procuram. "Não temos convênio com nenhum hospital." Segundo o dono da empresa, nos seus quinze anos de existência, a Novo Mundo atendeu por volta de quinze pacientes do Hospital Salgado Filho, onde trabalhava Guimarães.
"A Novo Mundo fica em Santa Cruz (zona oeste) e o Salgado Filho fica no Méier (zona norte), porque iríamos receber tantos clientes de lá?" Ele disse ter documentos de todos os clientes atendidos. "Estes papéis vão provar a inocência da empresa."Oliveira estranhou o valores que Guimarães alegou que recebia das funerárias. "Os enterros que a Novo Mundo faz são modestos, custam em torno de R$ 350,00."
O gerente da funerária Novo Rio, outra acusada por Guimarães, Paulo Henrique, concordou com Oliveira. "Os enterros da Novo Rio custam em torno de R$ 400,00, como eu iria pagar estes valores que ele falou?" Paulo Henrique também negou as acusações de Guimarães e afirmou que não o conhece. De acordo com ele, a funerária Novo Rio tem convênio com alguns hospitais, que não tiveram os nomes revelados, mas não com o Salgado Filho. O gerente lembrou que a funerária fica em Guadalupe, longe do hospital onde Guimarães trabalhava.


