Curitiba - A Polícia Civil investiga um esquema de venda de atestados médicos em Ponta Grossa (Campos Gerais). O gerente de uma farmácia localizada no Centro da cidade é suspeito de vender documentos falsificados a R$ 10 cada.
A polícia chegou até ele após a denúncia de um médico, que relatou que havia sido procurado pelo setor de recursos humanos de um supermercado. A empresa desconfiou de atestados com o nome do médico apresentados por funcionários. O médico não reconheceu a caligrafia nos documentos e informou que seu carimbo não possui os tipos de letras usados nos atestados.
Na quinta-feira, o gerente da farmácia foi conduzido à delegacia e interrogado. Na residência dele, a Polícia Civil encontrou folhas em branco com timbre da Secretaria de Saúde de Ponta Grossa, que supostamente seriam usadas para atestados médicos falsos. Os policiais acreditam que o suspeito utilizava os nomes de pelo menos dois médicos nas falsificações.
Segundo o delegado-operacional Maurício Souza da Luz, da 13 Subdivisão Policial (SDP), o suspeito admitiu o crime, mas não foi preso porque não houve flagrante. ''Ele vai responder pelo crime de falsidade ideológica, e as pessoas que compraram os atestados, por uso de documentos públicos falsos. Os dois crimes podem resultar em penas de um a cinco anos de prisão'', disse o delegado.
Os atestados falsos seriam vendidos há cerca de um ano.

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