Gerente que mandou cortar a própria mão se diz arrependido, mas fala que faria tudo de novo
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quarta-feira, 13 de outubro de 1999
Por Géssica Rodrigues 
São Paulo, 14 (AE) - O gerente Sebastião José Rodrigues, de 31 anos, que mandou cortar sua mão e parte do antebraço esquerdos, na tentativa de receber três apólices de seguro no valor de R$ 900 mil, confessou hoje estar "arrependido". "Eu perdi o braço e as dívidas continuam", disse. Mas acrescentou: "Se pudesse, faria tudo de novo para honrar minhas contas". O plano, segundo ele, surgiu da necessidade de arcar com prejuízos de R$ 700 mil contraídos por sua empresa.
"Tinha de pagá-los de qualquer forma", afirmou. "Sentia vergonha por tudo e achei que era a melhor forma de conseguir levantar dinheiro; sei que coloquei meus fornecedores em situações difíceis e, por isso, evitei pedir falência". Rodrigues assumiu total responsabilidade sobre o plano. "Minha mulher não teve participação". O casal já não tem condições de comprar alimentos e remédios. "Não sabemos o que fazer da vida". Crimes - O gerente e a mulher foram indiciados por falsa comunicação de crime e tentativa de estelionato. Eles podem ser condenados a até 2 anos de prisão. Rodrigues, porém, negou-se a dizer quem cortou seu braço. "Essa não é a questão no momento". O amigo Antônio Elisvânio Severino da Silva, acusado de ter cortado seu braço, foi indiciado por lesão corporal dolosa. Se condenado, a pena é de 2 a 6 anos de prisão.


