Gerente-geral da P-36 depõe hoje
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segunda-feira, 26 de março de 2001
Agência EstadoDo Rio 
A Polícia de Macaé (RJ) marcou para as 16 horas de hoje o depoimento do gerente-geral da Petrobras na Bacia de Campos, Carlos Eduardo Bellot. O delegado titular de Macaé, Antônio Carlos Carvalho, disse que o depoimento do engenheiro é essencial para que seja estabelecida a linha das investigações sobre o acidente da P-36, que matou 11 pessoas. A plataforma afundou dia 20.
Fontes da polícia informam, no entanto, que a Petrobras já comunicou informalmente que Bellot não vai depor hoje, o que provocaria o adiamento do depoimento para a próxima semana. Oficialmente, a estatal informa que seus funcionários estarão à disposição da Justiça para darem seus depoimentos à medida que as intimações chegarem.
O delegado Carvalho quer saber de Bellot o que estava acontecendo na plataforma antes do acidente e o que ocorreu durante as tentativas de resgate da plataforma. O Ministério Público Estadual também pediu à delegacia que investigue as razões que levaram Bellot a ocultar os boletins de produção que apontavam problemas na plataforma P-36.
Ontem, a Polícia Federal requisitou à Petrobras nomes de técnicos e outras pessoas ligadas a P-36 que possam depor no inquérito instaurado pelo órgão. A Polícia Federal entende que é sua atribuição investigar este assunto por causa da repercussão do caso, que inclusive diz respeito ao abastecimento de combustíveis, uma questão da esfera federal.
O Ministério Público Federal também requisitou à Polícia Federal investigações sobre o caso. Vamos fazer algumas investigações, mas este trabalho cabe principalmente à polícia, disse o procurador da República em Campos, Yordan Moreira Delgado.
A Petrobras, por outro lado, comunicou que até o fim da semana a Petros o fundo de pensão dos funcionários da estatal vai pagar às famílias dos 11 mortos na P-36 o pecúlio de 30 salários por vítima. A empresa também vai complementar a pensão que será paga pela Previdência Social, levando em consideração o número de filhos de cada família.
A empresa diz que ajudou as viúvas a conseguir na Justiça os atestados de óbito das vítimas, o que tornou mais rápido o pagamento dos benefícios. Os 11 funcionários morreram em decorrência da série de três explosões na plataforma, no dia 15. Nove dos corpos afundaram junto com a P-36, no dia 20.


