Gerente é acusado de conivência em extração de palmito
A autorização para importação de pneus não é a primeira questão polêmica envolvendo Luiz Antonio Nunes de Melo, o Manaus, à frente do Ibama no Paraná. Em julho deste ano, ele deu declarações à imprensa contrárias à resolução 278/01 do Conama. O texto proíbe o corte de espécies sob ameaçada de extinção e suspende todos os planos de manejo em andamento na área da Mata Atlântica, que engloba vários tipos de florestas no Paraná.
Manaus disse, na época, que área sob proteção se restringia apenas à floresta localizada na encosta da Serra do Mar. Assim, a araucária, árvore símbolo do Estado, por exemplo, não estaria protegida pela resolução do Conama.
No início do ano, Manaus foi citado como conivente na exploração ilegal de palmito de uma fazenda de propriedade do Ibama, no Litoral do Estado. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal de Paranaguá, no Litoral, e também pelo Ministério Público. Em depoimento à polícia, os homens que extraíam o palmito contaram que o produto seria usado como pagamento à empresa que fazia a segurança do local. O pagamento teria sido acertado pelo próprio Manaus. (E.T.)





