O gerente administrativo da Usina Central Paraná, José Aparecido Batinga, afirmou no final da tarde de ontem que não tinha conhecimento oficial sobre a reunião no Palácio das Araucárias, em Curitiba, nem o que seria tratado. Por outro lado, ele disse que a atual crise da empresa teria relação com a quebra de um turbo-gerador durante a safra do ano passado e que a greve atrapalhou negociação de empréstimos.
Segundo Batinga, o problema no maquinário provocou a paralisação dos trabalhos por 60 dias. Com isso, a usina teria produzido menos da metade de sua capacidade e as dificuldades foram se acumulando, ''mas nenhum funcionário foi demitido''. Em abril, deu uma apertada. A diretoria teria iniciado conversa com bancos para conseguir crédito mas o processo foi retardado por causa da greve dos funcionários, em maio. Conforme Batinga, o abalo na saúde financeira da usina seria passageiro.
O gerente lembrou que a empresa pagou os salários atrasados e ontem propôs o pagamento até sexta-feira de 40% da dívida que tem com os prestadores de serviços de transportes, que também cruzaram os braços. O restante deverá ser pago em até 20 dias. ''Paralelamente, estamos reformando a usina para moer a safra, daqui a 40 dias'', apontou o gerente.(L.A.)

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