Gerdau prevê reestruturação da siderurgia em 1 ou 2 anos
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terça-feira, 04 de abril de 2000
Por Sandra Hahn 
Porto Alegre, 5 (AE) - O presidente do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse hoje que a reestruturação do setor siderúrgico nacional deverá ser feita em um ou dois anos. O empresário admitiu que o segmento precisará de apoio oficial neste processo. "Em todos os grandes setores existe dependência de políticas globais de governo", afirmou, respondendo a uma questão sobre a necessidade de financiamento público para fazer as mudanças, que vão incluir trocas de ativos entre as empresas. "Com o tempo, isto vai diminuir", completou.
Gerdau foi palestrante no seminário "Siderurgia para a imprensa", realizado na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), promotor do evento, João Antônio Polanczyk, disse que a entidade não irá interferir na reestruturação do setor. Polanczyk afirmou que há "forte preocupação" do governo com a Companhia Vale do Rio Doce. O dirigente, que também preside a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, disse que o governo manifestou interesse em manter o controle da Vale com grupos nacionais depois da reestruturação. Polanczyk informou que o setor vai investir US$ 1,6 bilhão este ano, divididos, principalmente, em equipamentos (25%), laminação (43%) e meio ambiente (7%).
A produção de aço bruto aumentou 10% nos dois primeiros meses deste ano, para 4.341 mil toneladas, em relação ao mesmo perído de 1999. As vendas internas cresceram 14,1% e, caso a demanda seja mantida, o IBS espera confirmar a previsão de crescimento acima de 8% na produção de aço bruto em 2000. O seminário prossegue amanhã, quando serão realizados mais três painéis.


