Gerdau pisa no freio para reduzir endividamento
25,5% foram gerados pelas usinas no exterior, que comercializaram 1,2 milhão de toneladas. As exportações a partir do Brasil cresceram 202% em volume e alcançaram 744 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 164 milhões. Internet - Frederico Gerdau Johannpeter informou ainda que, num prazo de três a quatro anos, entre 75% e 80% dos processos de compra e venda da empresa serão feitos pela Internet. As operações iniciaram no final de dezembro e até maio o grupo pretende interligar pela rede 800 clientes e fornecedores mais importantes. Conforme o vice-presidente, o sistema proporciona economia e facilita os controles sobre encomendas, estoques e entregas de ambos os lados. Ele revelou que a Gerdau vai investir US$ 2 milhões em curto prazo para desenvolver os negócios pela web, mais US$ 3 milhões em 18 meses. O endereço do grupo na internet é www.gerdau.com.br. O diretor financeiro, Osvaldo Schirmer, disse também que na quinta-feira (10) a Gerdau promoverá, em parceria com a AT&T, uma teleconferência com bancos de investimentos e investidores instituicionais brasileiros e internacionais. Serão duas rodadas. Uma em Português a partir das 11 horas e outra em Inglês, às 13 horas.Por Sérgio Bueno Porto Alegre, 8 (AE) - Depois de investir US$ 703 milhões em aquisições, modernizações e inaugurações de novas unidades em 1999, o grupo Gerdau deve pisar no freio para reduzir seu endividamento líquido, de mais de US$ 1,2 bilhão, para US$ 900 milhões até o final do ano. Cerca de 80% da dívida é de longo prazo, mas o conglomerado decidiu amortizá-la em detrimento de uma postura mais agressiva em relação a novos investimentos para cortar despesas financeiras líquidas - que somaram R$ 410 milhões consolidados em 1999 - e riscos cambiais. A estratégia afasta, "no momento", a Gerdau da nova etapa do processo de reestruturação do setor siderúrgico, especialmente da aquisição de parte do controle da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), disse hoje o vice-presidente e diretor de Relações com Investidores, Frederico Gerdau Johannpeter. "Se nos convidassem hoje não iríamos participar", afirmou, durante apresentação do balanço completo do grupo relativo ao exercício passado. Uma porta, porém, permanece aberta: "Cada dia é um dia; estamos atentos a tudo", ressalvou. Segundo Johannpeter, 2000 será um ano de "calma" para assimilação da nova configuração do grupo, que em 1999 comprou a norteamericana AmeriSteel por US$ 262 milhões e aumentou sua participação na Açominas de 21,8% para 36,6% por US$ 115 milhões. "Às vezes o melhor investimento é reduzir dívidas; temos agora que nos concentrar no que adquirimos." De acordo com o empresário, entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões estão reservados para modernização e aumento de capacidade das usinas no Brasil e no exterior este ano. O valor é alto mas bem menor do que os US$ 703 milhões de 1999. Em março e maio o grupo inaugura novos laminadores na Aços Finos Piratini (RS) e na Cosigua (RJ), respectivamente. Os investimentos somam US$ 110 milhões, mas já foram contabilizados e não estão incluídos nos novos aportes programados para 2000. Além dos investimentos necessários para a expansão registrada em 1999, o endividamento líquido do grupo cresceu de US$ 591 milhões em 1998 para mais de US$ 1,2 bilhão no ano passado com a incorporação de dívidas das novas controladas. A AmeriSteel participa com US$ 205 milhões e a Açominas com US$ 170 milhões, devido à nova proporção de controle da Gerdau. Johannpeter evitou posicionar-se sobre a preocupação de setores do governo e do Congresso em relação a uma eventual "desnacionalização" da siderurgia nacional a partir da reestruturação em curso do setor. Ele disse as manifestações observadas nas últimas semanas revelam tentativas de colocar "travas" na globalização. "Essas coisas são complicadas, o mercado está muito aberto", comentou o vice-presidente do grupo que controla siderúrgicas no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, Argentina e Uruguai. Rentabilidade - A maior parte dos números apresentados hoje por Johannpeter já era de conhecimento do mercado desde o dia 17 de janeiro, quando a Gerdau anunciou um resumo do balanço de 1999. O lucro líquido consolidado alcançou R$ 360 milhões, 75% acima de 1998. Com o resultado, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido consolidado de R$ 2,210 bilhões alcançou 16,2% no ano passado, ante 11,5% no exercício anterior. Com a aquisição da AmeriSteel, em setembro, e o aumento de participação na Açominas, a Gerdau ampliou de 4,2 milhões para 5 milhões de toneladas a produção de aço bruto entre 1998 e 1999, 73% no Brasil. Considerando-se um exercício completo, a capacidade do grupo alcança hoje 7,5 milhões de toneladas, sendo 5,1 milhões na América do Sul e o restante no Canadá e Estados Unidos. Isoladamente, as usinas brasileiras concentram 60% dos ativos e 63% da nova capacidade de produção do conglomerado. Segundo Johannpeter, o grupo teve um faturamento consolidado de R$ 4 bilhões no ano passado, 47% a mais do que em 1998. Do total





