Santiago, 15 (AE) - O grupo Gerdau inaugura amanhã (16) sua segunda usina siderúrgica no Chile, que começou a ser construída em setembro de 1997. A Gerdau Aza Colina tem capacidade para produzir 360 mil toneladas de aços longos destinados às indústrias da construção civil e metal-mecânicas e pretende substituir parte das importações locais deste tipo de produto, informou hoje o conselheiro e diretor do conglomerado gaúcho, Carlos Petry. "Com uma planta moderna e competitivia, poderemos enfrentar a concorrência dos importados com relativa tranquilidade", comentou.
De acordo com o conselheiro, os chilenos compram no exterior cerca de 600 mil toneladas de aços longos e planos por ano. A Gerdau já está presente no país desde 1992, a partir da aquisição da Gerdau Aza, que produz 80 mil toneladas anuais. Com a unidade que será inaugurada amanhã, a capacidade instalada do grupo no Chile sobe para 440 mil toneladas por ano.
Participam da inauguração amanhã (16) o presidente do Chile, Eduardo Frei, e o presidente do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter.
Investimentos - A Gerdau Aza Colina exigiu investimentos totais de US$ 100 milhões, explicou Petry. A maior parte, ou US$ 65 milhões, foi financiada pelo Banco do Chile, com taxa de 8% ao ano mais inflação, disse o executivo. O restante corresponde a recursos próprios, originários da geração de caixa no país e de outras unidades da empresa. Desde 1992, incluindo a aquisição da primeira usina local, o grupo já investiu US$ 145 milhões no Chile.
Petry afirmou que a Gerdau não está preocupada por inaugurar sua nova usina num momento em que a economia chilena dá sinais de enfraquecimento. No primeiro trimestre o PIB teve queda de 2,3%, o primeiro resultado negativo desde 1993, enquanto o desemprego alcancou 8,7% de janeiro a abril deste ano.
"Um investimento siderúrgico é decidido dentro de uma visão de médio e longo prazo", disse o conselheiro. Segundo ele
o Chile apresentou altas taxas de crescimento nos últimos anos e debe retomar seu desempenho a partir de 2000.

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