Gerdau diz que redução dos juros está atrasada
Em palestra para a regional sul do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), Gerdau deu nota dois para os juros praticados no Brasil. Em comparação, atribuiu grau oito para o conjunto dos demais países do Mercosul e dez para os Estados Unidos. Ele foi ainda mais rigoroso em relação ao sistema tributário nacional, ao qual deu nota 1,5.
O empresário reconheceu, contudo, que é "importante" a sinalização dada pelo governo federal a partir da redução, além da TJLP, da taxa Selic, de 19,5% para 19%. "Isto sinaliza o rumo para juros mais palatáveis; de outra forma qualquer tipo de investimento mais pesado torna-se inviável", disse o empresário.
Gerdau ressaltou que os empresários brasileiros querem "isonomia competitiva" com seus concorrentes internacionais. Além da queda dos juros, ele reiterou a necessidade da eliminação dos impostos em cascata na reforma tributária, inclusive a CPMF. "O secretário executivo da Receita Federal (Everardo Maciel) tem colocado que quer o imposto (sobre movimentação financeira) como elemento informativo do fluxo de cheques para acompanhar a economia informal, mas conceitualmente somos contra", afirmou.
Mesmo assim, ele elogiou o desempenho do governo federal
"que vem sendo julgado sob efeito de uma crise global tremendamente difícil". Na opinião dele, o Executivo está "agindo bem", estimulando as exportações, "procurando corrigir o déficit para baixar os juros" e colocando "operadores" no ministério, referindo-se a Marco Vinicius Pratini de Moraes (Agricultura) e Alcides Tápias (Desenvolvimento).Por Sérgio Bueno Porto Alegre, 24 (AE) - O presidente do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse hoje que a redução dos juros básicos da economia brasileira está "atrasada". De acordo com ele, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que nesta semana caiu de 14% para 12,5%, ainda está "muito alta".





