Geração de resíduos aumentou 2,9%
Estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) aponta que foram geradas 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos em 2014 uma média de 387 quilos por habitante. O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, publicado pela associação, é uma pesquisa feita por amostragem com base em informações repassadas por 400 municípios ao IBGE e ainda o levantamento realizado pela Abrelpe por meio da aplicação de questionários.
Conforme os cálculos da Abrelpe, o Brasil aumentou em 2,9% a geração de resíduos sólidos entre 2013 e 2014. Já a taxa de crescimento populacional ficou em 0,9% no mesmo período. Do total de resíduos gerados em 2014, pouco mais de 7 milhões de toneladas não foram coletadas e quase 30 milhões de toneladas tiveram destino final inadequado. Já as iniciativas de coleta seletiva foram identificadas em 65% dos municípios pesquisados.
Segundo estimativa da associação, 34 mil toneladas de resíduos foram levadas diariamente aos lixões. No Paraná, são geradas, aproximadamente, 9 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, sendo que 834 toneladas vão para os lixões. Pouco mais de 500 quilos de resíduos nem chegam a ser coletados.
O estudo comparou ainda o grau de gestão de resíduos sólidos no Brasil com o de outros países, de acordo com o PIB per capita. "O Brasil, de acordo com o Banco Mundial, está na categoria de PIB médio e alto, na faixa de US$ 9 mil. A nossa geração de resíduos está alinhada a de países da mesma faixa. Mas ao analisar os outros países nesse mesmo grau de PIB, você já tem um sistema de destinação adequada que abrange mais de 90% do total de resíduos enquanto no Brasil esse índice chega a 58%. Na reciclagem, fica próximo aos 40% nos outros países e não passa de 5% no Brasil", lamenta o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. (V.C.)





