Rio, 05 (AE) - O Museu de Ciências da Terra, que guarda boa parte da memória geológica do País e está instalado em um prédio histórico da Avenida Pasteur, no Rio, corre o risco de ser desativado. Para evitar que isso ocorra, geólogos e paleontólogos ligados à Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) iniciaram uma campanha. O museu ainda não tem lugar na Agência Nacional de Mineração (ANM), em vias de ser criada pelo governo federal. Com a mudança, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), já foi transferida do prédio histórico, apelidado de "Palácio da Geologia", onde o museu funciona desde 1909.
"A reestruturação do setor mineral é bem-vinda, mas ainda não sabemos se veio para melhorar ou acabar com o setor", disse Aroldo Misi, presidente da SBG. O museu tem um acervo de 5.200 minerais nacionais e 1.030 estrangeiros, 50 meteoritos e 120 mil fósseis, além de manuscritos e fotos. Apenas os minerais estão expostos ao público. "Um museu não é um simples depósito de amostras ou espécimes raras ou exóticas, mas sim uma instituição com finalidades educativas muito claras, promotora de pesquisa e geradora de novos conhecimentos. Ele faz parte da cultura nacional", diz Misi, conclamando a comunidade científica e as empresas e instituições do setor mineral a "unir esforços e a não permitir que a memória nacional seja perdida".
Campanha - A campanha em favor do museu está na Internet
assim como as manifestações de apoio recebidas pela SBG. Diógenes de Almeida Campos, diretor do museu, não acredita no fechamento, acha que há apenas uma indefinição sobre seu destino institucional. Segundo Campos, tanto o Museu Nacional como universidades federais e do Rio de Janeiro já se ofereceram para abrigá-lo.
Maiores informações podem ser obtidas pelo endereço http://sbg.igc.usp.br.

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