Genoíno não aceita quebra de acordo sobre votação de mínimo
São Paulo, 21 (AE) - O deputado federal José Genoíno (PT/SP) disse hoje, em entrevista à Radio Eldorado, que os deputados de oposição fizeram um acordo público para votar o salário mínimo no dia 26. "Nós não podemos aceitar que a maioria do governo transforme o Congresso neste vexame nacional, pois desde 96 o salário mínimo é regulamentado por medida provisória e a base do governo não vota", comentou.
O deputado considera inaceitável o rompimento do acordo, pelos líderes do PMDB e do PSDB. "Se os líderes do governo não têm palavra o que é que sobra daquela Casa, o que se salva daquele Congresso? Para nós um rompimento é inaceitável e desrespeitaria o próprio líder do governo, Arthur Virgílio (PSDB/AM), que fez o acordo conosco", destacou.
Segundo José Genoíno, o País suportaria um salário mínimo de R$ 177,00, viabilizado por financiamentos e administração da taxa de juros. Para ele, o salário de R$ 151,00 é uma vergonha. "A não ser na boca do ministro Pedro Malan, que ainda disse que sobra R$ 20,00." "Um país não pode trabalhar com a lógica de que os debaixo devem arcar com o ônus do ajuste. Quem tem que arcar com os ônus do ajuste são os de cima. E esta é uma tese que nós vamos defender", declarou.
José Genoíno não acredita na viabilidade do piso regional no País, já conturbado pela guerra fiscal. "Não podemos aceitar que o governo transforme o piso regional em uma grande vitória para os trabalhadores. Isso não vai acontecer, não é viável e provocará protestos claros", afirmou. Para o deputado, o governo estaria com receio de colocar a questão do salário em votação porque tem medo de perder num ano eleitoral. "Os deputados vão ter medo de apertar os botões de seus códigos
de seu nome, para votar o salário mínimo de R$ 151,00 porque é uma vergonha nacional. Por outro lado, os trabalhadores vão divulgar o cara que fugiu, porque a pior coisa é o deputado que foge", disse.





