Mais de quatro anos depois que os genéricos passaram a ser vendidos no Brasil, sua ocupação no mercado de medicamentos ainda é pequena. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apenas 9,36% do volume de medicamentos comercializados no país são genéricos. Para o coordenador nacional de treinamento do laboratório Teuto Brasileiro, Cláudio Louzada, que está em Londrina para ministrar uma palestra sobre o assunto, ainda falta informação, tanto por parte de médicos, quanto de usuários.
Para Louzada, o maior benefício do medicamento genérico, que tem o mesmo princípio ativo que o ''de marca'', é o preço mais acessível. Ele explicou que, quando o medicamento genérico é lançado, deve ter um preço, no mínimo, 40% mais baixo que o de referência.
Um exemplo é o medicamento ranitidina (princípio ativo) usado no tratamento de úlceras. Segundo Louzada, uma caixa com 10 comprimidos do medicamento de marca custa por volta de R$ 17,00, enquanto o genérico, por volta de R$ 6,00. ''E no caso desse medicamento, a pessoa não costuma usar só uma caixa, mas seis, tomando dois comprimidos por dia, para um tratamento de 30 dias. Imagine a diferença que um preço menor faz no orçamento'', exemplificou.
A expectativa, segundo Louzada, é que em cinco anos a participação do genérico no mercado de medicamentos aumente para cerca de 30%. ''Hoje, mais de 60% do arsenal de princípios ativos já tem sua versão genérica e nos próximos anos estarão vencendo uma série de patentes'', explicou.

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