Genéricos chegam ao mercado na 6ª
Agência Estado
De Campinas
A EMS Indústria Farmacêutica de Hortolândia, que começou ontem a produção de três dos seis primeiros medicamentos genéricos, mudou a data para a colocação do produto no mercado. Os genéricos da empresa devem começar a ser comercializados na sexta-feira da próxima semana. A previsão divulgada ontem era que o produto chegasse às farmácias na segunda-feira.
A empresa informou que o preço será até 55,7% inferior ao dos remédios originais (de referência). Os genéricos da EMS disponíveis são Ranitidina (produto original Antak, contra úlcera e gastrite), Ampicilina (produto original Amplacilina, antibiótico) e Cefalexina (produto original Keflex, antibiótico). A Ranitidina chega às prateleiras custando R$ 10,71 (caixa com 20 comprimidos), enquanto o original custa R$ 24,20, de acordo com o preço de tabela do Antak. O preço é 55,7% inferior.
Já a Ampicilina custará R$ 9,66 (caixa com 12 comprimidos), enquanto o original custa R$ 16,72. O preço é 42,2% inferior. Por último, a Cefalexina chega ao mercado por R$ 11,71 (caixa com oito comprimidos), enquanto o original custa R$18,37, o que representa uma economia de 36,2%.
Os genéricos têm composição e efeito idênticos ao dos remédios originais. Segundo o presidente da EMS Indústria Farmacêutica, Carlos Eduardo Sanchez, o baixo custo se deve à economia que os laboratórios terão com o marketing do produto, que não será feito, e com pesquisas, como a de composição das drogas e efeitos colaterais.
Não precisamos gastar com pesquisas de novas drogas, pois os genéricos são cópias das já criadas, disse Sanchez. Segundo o presidente, o baixo preço dos genéricos já é considerado como o principal marketing do produto. Inicialmente iremos fazer uma pequena campanha para difundir o conceito dos genéricos e acabar com possíveis dúvidas do consumidor, mas futuramente os genéricos dispensarão esse tipo de investimento, disse Sanchez.
Inicialmente serão produzidas 400 mil caixas de Ampicilina, 250 mil caixas de Ranitidina e 250 mil caixas de Cefalexina. A EMS aguarda a liberação do Ministério da Saúde para começar a produzir outros 37 genéricos, que já passaram por testes. Nos próximos dois anos, o laboratório deve colocar no mercado cerca de cem genéricos.





