Genérico terá linha de crédito
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terça-feira, 29 de maio de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
Os fabricantes de genéricos contam, desde ontem, com uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para expandir o parque industrial, fazer pesquisas e financiar os testes de bioequivalência exigidos para que o produto seja lançado no mercado. Não foram definidos os limites para os empréstimos. As condições de pagamento são atraentes: taxa de juro de longo prazo acrescido de spread de 2,5% para as grandes empresas e TJLP mais 1% para as pequenas e médias.
O ministro da Saúde, José Serra, e o presidente do BNDES, Francisco Gros, lançaram ontem o Programa de Apoio à Produção e Registro de Medicamentos Genéricos. Gros explicou que o banco tradicionalmente financia a ampliação do parque industrial, mas desta vez está inovando ao permitir o uso da linha de crédito para pesquisas e testes comprovando que o genérico tem qualidade idêntica ao remédio de marca copiado.
A nova linha de crédito foi bem aceita pelos representantes da indústria presentes à cerimônia de lançamento do programa no Ministério da Saúde. O presidente do Grupo EMS Sigma Pharma, Carlos Eduardo Sanchez, gostou principalmente da possibilidade de aquisição de equipamentos importados para as micro, pequenas e médias empresas. Já o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, Omilton Visconde Júnior, elogia a abertura para investimentos em pesquisa.
Há no País 268 medicamentos genéricos registrados no Ministério da Saúde, mas apenas 167 disponíveis no mercado para problemas de hipertensão, úlcera, gastrites, cardiopatias e câncer. De acordo com o ministro, em média os genéricos custam 40% menos do que os produtos de referência.
O governo pretende intensificar campanhas de esclarecimentos da população sobre genéricos e em setembro tornará obrigatório o uso de nova embalagem padronizada, o que facilitará para o consumidor a identificação do genérico na prateleira da farmácia.


