Rio, 31 (AE) - O chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, general Alberto Cardoso, esteve hoje à tarde no escritório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no Rio para desmentir aos funcionários ter declarado que o grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi feito pela Abin. A declaração foi publicada pelo jornal "O Globo" na edição de hoje. Na entrevista, em formato de pergunta e resposta, Cardoso diz, segundo o Globo, que o grampo é "banalizado" entre os agentes do Rio.
"Vim falar olho no olho com os servidores da Abin para restabelecer a verdade dos fatos", disse o general, ao sair da sede regional da agência. Mesmo após ter divulgado um desmentido oficial em Brasília, Cardoso tomou um avião para o Rio. A reunião, com cerca de 50 agentes, durou 15 minutos. Um dos principais suspeitos do grampo, o agente Temílson Antonio Barreto de Resende, o Telmo, não estava presente. Na entrevista ao Globo, desmentida pelo general, há um trecho em que ele afirma que Telmo "é tão suspeito como tantos outros na Abin do Rio".
Procuradores - Cardoso esteve na Abin com dois representantes do Ministério Público Federal do Rio, a procuradora-chefe, Maria Emília Araújo, e o coordenador criminal
Maurício Manso. Ele disse que levava testemunhas da Procuradoria da República para evitar mal-entendidos. O general, porém, não aproveitou sua passagem pelo Rio para conversar com os procuradores encarregados do inquérito do grampo.
Cardoso retornou a Brasília, onde vai aguardar a convocação, pela Polícia Federal, para acareação entre ele e o chefe da Abin do Rio, João Guilherme dos Santos Almeida.

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