General Oviedo pode ir para a Venezuela
Buenos Aires, 24 (AE-ANSA) - Assessores do general da reserva do Paraguai, Lino César Oviedo, 56 anos, atualmente exilado na Argentina, disseram hoje (24) que estão pensando em transferi-lo para a Venezuela.
Entretanto, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, quando em visita a Nova York esta semana, afirmou, em entrevista à CNN, que negará asilo ao general. Hoje, o governador da província argentina da Terra do Fogo, o oficialista José Estabillo, disse que o general podia viver na província.
Esta hipótese foi levantada pelo governo do presidente Carlos Menem depois que Oviedo fez declarações políticas ao jornal La Nación ferindo as leis de asilo. Estabillo, contudo, disse que não iria admitir que Oviedo fizesse política na província.
Jorge Colazo, prefeito de Río Grande, cidade onde Oviedo iria morar, fez questão de declará-lo "persona non grata". Seu colega de Ushuaia, a capital da Terra do Fogo, Jorge Garramuo, também se disse incomodado com uma possível presença do general paraguaio. Oviedo está vivendo na Argentina desde 28 de março, quando saiu do Paraguai.
O governo argentino, por meio do ministro do Interior, Carlos Corach, disse hoje que é difamatória a matéria públicada no jornal Página/12 dando conta que Menem e Oviedo criaram em 95 uma zona franca paraguaia dentro do porto de Buenos Aires. Menem ordenou hoje à Procuradoria Geral que investigue as informações contidas na matéria do Página/12.
Segundo o jornal, pessoas ligadas ao cunhado de Menem, Emir Yoma, foram os responsáveis pela criação de uma zona franca dentro do porto da capital argentina, com o consentimento do presidente. Os "depósitos paraguaios" funcionaram até há três meses em um prédio de 3 mil metros quadrados. Ainda segundo o jornal, a zona franca foi criada com a colaboração do general Emilio Massera, que hoje está sob prisão domiciliar.
A argentina Aliança (UCR-Frepaso), de oposição, acredita que exista um pacto entre Oviedo e o presidente Menem. Desde que a Argentina, no dia 4 de setembro, negou ao Paraguai a extradição do general, a Aliança tem insistido que Oviedo deve buscar outro país para viver.
Hoje, o candidato a vice da Aliança para as presidenciais do mês que vem, Carlos Alvarez, disse que ao asilar Oviedo, a Argentina "não favorece a democracia paraguaia".





