General nega que exército ordenou atrocidades em Aceh
Jacarta, 25 (AE-AP) - O ex-comandante das Forças Armadas indonésias general Wiranto negou hoje (25) durante testemunho perante um comitê parlamentar que o alto comando militar tenha ordenado atrocidades para acabar com a campanha rebelde pela independência da Província de Aceh.
Durante o interrogatório de Wiranto e de seu sucessor, o almirante Widodo, mais de 3 mil partidários da independência de Aceh manifestaram-se diante do Parlamento exigindo a realização de um referendo sobre a autodeterminação do território.
Wiranto, que se tornou ministro de Segurança no gabinete do novo presidente, Abdurrahman Wahid, foi convocado pelos deputados para explicar ao comitê seu envolvimento no conflito de uma década em Aceh, durante o qual mais de 2 mil pessoas foram mortas.
Ele e outros seis generais, da ativa e da reserva, são considerados os responsáveis pelas atrocidades cometidas pelos soldados, incluindo assassinatos, violações e torturas, durante a campanha contra a insurgência.
"Não é verdade que o governo e os militares planejaram qualquer atrocidade", disse Wiranto. "Somos seres humanos. Não somos robôs. Por que devemos matar uns aos outros por algo que podemos resolver por meios pacíficos? Nós sempre evitamos a violência", disse Wiranto.
Três outros ex-chefes militares serão interrogados no sábado.





