Misha Savic, 18 (AE-AP) O chefe do Estado Maior do Exército iugoslavo, general Dragoljub Ojdanic, advertiiu hoje (18) os líderes oposicionistas sérvios que exigem a renúncia do presidente Slobodan Milosevic que eles estão incitando a uma "nova tragédia" e que "não contarão com o apoio popular". As declarações foram divulgadas por jornais de hoje.
"Aqueles que pedem uma retirada à força das autoridades legalmente eleitas não contarão com o apoio popular", atestou o principal jornal governista iugoslavo, Politika. "É nosso dever preservar a estabilidade do país porque há muitas almas vendidas, que querem tomar o poder pela força e levar o país a uma nova catástrofe. Mas eles não terão apoio de nosso povo", acrescentou o general.
Em Cuska, o líder do autoproclamado governo de Kosovo, Hashim Thaci, líder do Exército de Libertação de Kosovo (ELK), intensificou sua campanha por apoio popular na província, durante o sepultamento de supostas vítimas da atrocidade dos sérvios. "Aqueles que nos mataram, que tentaram nos exterminar, eles não foram bem-sucedidos", afirmou Thaci a centenas de pessoas que acompanhavam a cerimônia, realizada em uma escola de Cuska, uma cidadezinha a leste de Pec, no Oeste de Kosovo. "Perdemos nossos pais e irmãos, mas temos nossa liberdade e vamos desfrutar dela. Garantimos que aqueles que destruíram Kosovo não retornarão nunca", declarou, repetindo sua intenção de lutar pela total independência do território da Sérvia e da Iugolávia.
A popularidade de Thaci tem sido uma fonte de proeocupações para as potências ocidentias que tentam levar a paz e a ordem a Kosovo. Os administradores da ONU valorizam sua influência junto à comunidade albanesa étnica, mas ao mesmo tempo o ELK que deveria estar depondo armas está aterrorizando muitos sérvios na província.
O líder albanês moderado, Ibrahim Rugova, retornou na semana passada ao território, depois de um período de exílio na Europa. Seu partido recusou-se a enviar representante para a primeira reunião do Conselho Temporário do Território sob o comando da ONU. Rugova supostamente teria apresentado objeções ao número de cadeiras destinadas ao grupo de Thaci e seus aliados.

mockup