Brasília, 07 (AE) - O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima, fez críticas há pouco ao pacote anunciado nesta manhã pelo governo para compensar a perda de arrecadação de R$ 2 4 bilhões com a decisão do Supremo Tribunal Federal, de impedir a cobrança da contribuição previdenciária dos inativos e o aumento da alíquota dos ativos. Geddel separou as medidas entre reais e as que servem apenas de discurso para o mercado.
Segundo ele, a decisão por exemplo de cortar R$ 1,2 bilhão no orçamento não tem efeito prático porque o orçamento não é totalmente executado. "Eles não cumprem o orçamento. E se você vê o orçamento deste ano, o que não foi executado é maior do que a proposta de corte de orçamento do ano que vem", disse o líder.
Sobre a taxação da remessa de juros nas operações contratadas no exterior, Geddel considera uma medida tímida. Segundo ele, o governo deveria tributar também a remessa de lucro. O líder do PMDB, no entanto, disse que apóia integralmente a modificação das regras de dedutibilidade da Cofins em relação a CSLL. Embora reconheça que não dispõe ainda de detalhes, Geddel Vieira Lima que também apóia a reformulação do código tributário nacional, acha que deveriam ser tomadas outras medidas. "Não vejo onde está o aumento de arrecadação suficiente para cobrir as perdas".

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