Baltimore, 14 (AE-AP) - A punição do Vaticano a dois religiosos norte-americanos - o padre Robert Nugent e a irmã Jeannine Gramick - provocou reações nos Estados Unidos. "Eles estão tentando ajudar as pessoas que são lésbicas e gays entendendo que ser homossexual não exclui ninguém de ter uma relação com Deus", disse Charles Cox, diretor-executivo do Dignity USA - a maior organização nacional de gays católicos do país. Para Cox, Nugent e Gramick tratam os homossexuais com um raro senso de compaixão. "O Vaticano está tentando silenciar duas pessoas que estão pregando a tolerância, o amor e a compaixão. Acho isso uma total contradição ao Evangelho", disse a irmã Maureen Fiedler. O padre Nugent disse numa entrevista publicada hoje (14) pelo jornal New York Times que aceita a decisão do Vaticano. "Isso me deixa desconcertado porque nunca questionei qualquer dogma da Igreja", completou. Nugent e Gramick foram proibidos pela Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano de continuarem suas atividades pastorais com homossexuais em Prince Georges County, no estado de Virgínia. Eles vinham sendo investigados pela Igreja há anos por se recusarem a condenar a homossexualidade como algo negativo. Ao invés disso, os religiosos sempre defenderam a reconciliação de gays e lésbicas com a Igreja Católica Romana.

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