Agência Estado
Homossexuais, travestis, drag queens e simpatizantes tomaram ontem à tarde a Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio, para comemorar, com quase uma semana de atraso, o Dia Mundial do Orgulho Gay. Por causa da Cimeira, a passeata, que ocorre tradicionalmente no dia 28, foi transferida para ontem.
Um carro de som tocava no volume máximo velhos hits dos anos 70. Uma bandeira de 124 metros de comprimento por 10 de largura com as cores do arco-íris, que simboliza o movimento gay, foi estendida ao longo da avenida. Segundo a Polícia Militar, apenas 400 pessoas participaram do movimento.
Os organizadores calcularam em mil. Na semana passada, a passeata idêntica reuniu cerca de 20 mil pessoas em São Paulo.
‘‘Eles estão acomodados, parecem acostumados com a violência e com o preconceito’’, lamentou Raimundo Pereira, presidente do Grupo Atobá. Segundo Pereira, o Rio é a capital brasileira com maior número de casos de violência a gays e travestis. De 1980 até 1998, foram registrados 1.661 casos. Este ano, são 32 casos registrados.
O governo do Rio criou o Direito de Defesa dos Homossexuais (DDH), um serviço de atendimento por telefone que recebe denúncias de violência a gays e lésbicas. O serviço está funcionando desde sexta-feira da semana passada.
Com humor e irreverência, os manifestantes reivindicaram a aprovação de uma lei que puna atos de discriminação contra homossexuais. Eles também passaram um abaixo-assinado pedindo a aprovação do projeto de lei da ex-deputada Marta Suplicy (PT-SP), que permite a parceria civil entre pessoas do mesmo sexo. Foi lembrado ainda os 30 anos de Stonewall, bar de homossexuais de Nova York que foi invadido pela polícia e que deu origem à comemoração ao Dia Mundial do Orgulho Gay.
A passeata, oficialmente batizada de 5ª Parada pela Cidadania Plena de Gays, Lésbicas, Travestis e Simpatizantes, começou por volta das 13 horas e durou cerca de três horas. ‘‘Gay é cultura, sem eles o mundo seria muito monótono’’, afirmou a atriz Elke Maravilha, madrinha da passeata.
Colônia Mais de 600 mil pessoas provenientes de toda a Alemanha e de países vizinhos participaram ontem da Gay Pride de Colônia (oeste), que anualmente reúne a comunidade homossexual.
Cerca de 200 mil manifestantes, a maioria homossexuais e lésbicas, desfilaram numa passeata formada por mais de 100 carros alegóricos, ante aproximadamente meio milhão de espectadores.

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