Nova York, 05 (AE-ANSA)- Dois jovens de uma pequena cidade do Alabama espancaram um homossexual até a morte e depois queimaram seu cadáver, como castigo por ele ter tentado uma aproximação com um deles.
Os dois assassinos confessaram à polícia de Sylacauga que haviam planejado por semanas o assassinato, e que atraíram a vítima para uma cilada.
O assassinato de Billy Jack Gaither, um trabalhador de 39 anos, provocou uma onda de indignação e fez recordar o caso semelhante do estudante Matthew Shepard, barbaramente assassinado em Wyoming num crime de ódio contra os homossexuais.
Na época deste caso, o presidente Bill Clinton declarou-se "horrorizado".
As organizações de defesa dos direitos dos gays, por seu lado, haviam se mobilizado pedindo leis mais duras contra os "crimes de ódio", que em Wyoming, Alabama e em outros 17 estados americanos não cobrem os crimes cometidos contra os homossexuais.
Gaither era um homem tranquilo, um trabalhador textil que não escondia sua homossexualidade, mas tampouco a exibia.
Charles Butler e Steven Mullins, seus assassinos, o levaram com uma desculpa a um bar de Sylacauga no último 19 de fevereiro e logo depois o convenceram a ir com eles a uma região solitária na zona rural.
Ali eles o prenderam no porta-malas do carro. Depois, buscaram querosene e fósforos, voltaram ao campo e o mataram a pancadas com o cabo de um machado, queimando o cadáver numa pira de pneus velhos. Os restos carbonizados foram encontrados por um transeunte no dia seguinte.
"Mataram-o porque ele era gay. Foi o único motivo do crime", disse Al Bradley, o chefe da política local.
Os assassinos confessaram que "Mullins havia se irritado porque Gaither teria feito a ele propostas. Ele não gostou de ser abordado por um gay", acrescentou Bradley.
Os habitantes de Sylacauga se mostraram horrorizados com o crime, assim como associações de defesa dos direitos dos gays: "O ódio contra nós está se convertendo cada vez mais numa arma mortal", declarou David Smith, porta-voz da Human Rights Campaign.
Smith acusou o estado de Alabama de ser "profundamente hostil" aos homossexuais.
Recentemente, um tribunal separou um filho de sua mãe porque ela era declaradamente lésbica.

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