Gaúchos entram na Justiça contra importação
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quinta-feira, 30 de março de 2000
Por Sandra Hahn 
Porto Alegre, 31 (AE) - Os arrozeiros da fronteira Oeste do Rio Grande do Sul ingressaram com uma ação cautelar pedindo a suspensão imediata das importações do produto na 2a Vara Federal de Uruguaiana, a 634 quilômetros da capital gaúcha. Como alternativa, eles pedem também que seja mantida a cota de 550 mil toneladas, que é defendida pelos produtores, como limite à importação.
A ação, que ingressou ontem, é assinada pelos sindicatos rurais de Uruguaiana, São Borja, Itaqui e Maçambará, além das associações de arrozeiros de Itaqui e São Borja. Os arrozeiros argumentam, no processo, que há concorrência desleal por parte dos produtores argentinos e uruguaios, que estariam praticando dumping. Eles mencionam denúncias de ingresso de arroz que seria originário da China e Vietnã e entraria no Brasi pela Argentina e Uruguai por preços inferiores aos custos de produção.
O presidente do Sindicato Rural de Uruguaiana, José Antônio Fagundes, lembrou que, enquanto o juiz analisa o pedido, entidades do setor estão em Montevidéu hoje discutindo o estabelecimento de cota para a entrada do produto no Brasil. Os produtores esperam por uma decisão do juiz ainda hoje. Fagundes disse que os arrozeiros vão recorrer ao Tribunal Regional Federal, se esta ação for recusada.


