Rio Branco, 12 (AE) - O alto custo da remoção dos presos de Brasília para o Acre deve fazer com que os 22 acusados de integrar a organização criminosa supostamente liderada pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal permaneçam em Rio Branco até o começo de janeiro. A Polícia Federal, que mobilizou 20 agentes locais e 15 homens do Comando de Operações Táticas (COT), terá gasto até o próximo dia 18 cerca de R$ 100 mil em diárias e uso das viaturas.
Esta é a segunda vez que a PF mobiliza praticamente todo seu efetivo para remover e proteger os suspeitos. O custo é maior, segundo o Ministério da Justiça, que leva em conta os gastos com testemunhas, pilotos e aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). A PF diz que não tem como manter essa estrutura além do dia 18. "No máximo, fazendo um esforço, é possível continuar colaborando até o dia 20", afirmou hoje o superintendente da PF, Glorivan Bernardes. "Depois disso, temos de voltar a nossa atividade normal".
Bernardes reclama que várias das investigações conduzidas pela superintendência acreana tiveram cortes no número de agentes envolvidos por causa da ida dos acusados ao Acre, que tem de ser estrategicamente planejada para garantir a segurança de todos. O superintendente reclama também da demora do Ministério Público Federal em definir a situação das testemunhas do caso Hildebrando. O agricultor Irineu José de Lima, que tinha abandonado o Programa Nacional de Proteção à Testemunhas e decidiu voltar, está há 15 dias esperando a reinclusão. Irineu "mora" na superintendência da PF, que teve de ser adaptada para abrigar Lima e Valtermir Gonçalves de Oliveira, o Palito, traficante que também denunciou Hildebrando na CPI do Narcotráfico.

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