O Governo do Paraná acredita que, quando o sistema estiver completo, será possível otimizar a utilização dos imóveis pertencentes ao Estado.
''O próximo passo é cruzar as informações. Se o Estado possui um imóvel próprio em uma localidade, mas está locando outro para utilização de algum órgão, vamos descobrir por que isso está acontecendo. Outro exemplo: se uma escola estadual tem um terreno de 4 mil metros quadrados, mas utiliza apenas 1,5 mil, vamos poder analisar: nesse espaço que não é usado, não é possível construir uma delegacia, ou um hospital regional? E assim por diante'', afirma Cristiane Oliveira Procópio, coordenadora de Patrimônio do Estado.
Ao mesmo tempo em que desconhece o número de imóveis que possui, o Governo do Paraná tem despesas consideráveis com aluguel. De acordo com estatísticas do Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro da administração estadual, em 2011 o Estado gastou aproximadamente R$ 31,8 milhões em locação de imóveis.
Em Londrina, o posto central do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), que tinha sede em um espaço alugado na Rua Minas Gerais (Área Central), foi fechado após a queda da marquise, em abril. A retomada da utilização do espaço foi descartada porque o Detran não chegou a um acordo com o proprietário do imóvel sobre a reforma e o valor do aluguel. Agora, o departamento procura locar outro imóvel para reabrir o posto. Enquanto isso, os serviços que eram prestados na unidade - como renovação de carteira e comunicação de venda de veículo - estão concentrados na sede local do Detran, na Vila Yara, acúmulo que vem gerando filas e transtornos.
''Em março, antes da queda da marquise, o Ministério Público havia nos notificado sobre necessidades de adequação na acessibilidade do prédio (na Rua Minas Gerais). Nós informamos o proprietário sobre isso. Depois, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil fez uma vistoria no prédio e constatou alguns problemas. Novamente, nós notificamos o proprietário. Em 10 de abril, a marquise caiu. Propusemos que nós faríamos algumas melhorias no prédio e outras o proprietário faria. Em um primeiro momento, o proprietário aceitou, mas condicionou os reparos à renovação do contrato, que venceria só em junho. Ficamos impossibilitados por falta de mecanismo legal'', diz Abdo Tarbine, coordenador da Assessoria de Assuntos Operacionais do Detran.
Ele não quis informar quanto o Detran pagava pelo aluguel (''o contrato foi feito na gestão anterior, não é o caso de dizer se era bom ou ruim'', explica), mas ponderou que o proprietário queria um reajuste de 50% no valor da locação. Tarbine alega que a preferência do Detran era utilizar algum prédio público para a reabertura do posto, para economizar recursos, mas a necessidade de reabrir logo a unidade dificulta.
''Visitamos alguns imóveis públicos, mas haveria necessidade de adequações e isso demoraria. Obviamente, se houvesse condição de utilizar um prédio público, seria melhor. Estamos nos reunindo para verificar a possibilidade de uma locação emergencial, para depois ver a utilização de algum imóvel público'', justifica. (F.G.)

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