Gasolina sobe mais que 30% em Florianópolis
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Denise Lacerda 
Florianópolis, 30 (AE) - Os postos de gasolina de Florianópolis, estão praticando um aumento acima de 30%. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de combustível, Alexandre Carioni, o percentual alto se justifica porque as distribuidoras de combustível encerraram as promoções que ofereciam aos postos da região.
Com o fim das promoções, o aumento incidiu sobre o preço base. "Se as distribuidoras voltarem a oferecer desconto no litro de combustível, vamos repassar os descontos ao consumidor", garante o presidente.
Carioni assegura que o "preço base" do combustível em todos os postos de Florianópolis, antes do reajuste decretado pelo governo, variava entre R$ 1,06 A r$ 1,09, mas o desconto oferecido pelas distribuidoras permitia que o litro da gasolina fosse vendido ao consumidor entre R$ 0,93 e R$ 0,94. "Havia uma perceria com as distribuidoras e os motoristas sempre foram informados que os postos estavam oferecendo preços promocionais".
De acordo com o proprietário do Jóia Posto, no centro de Florianópolis, José Cristovão, além das distribuidoras retirarem as promoções, o frete também foi reajustado por causa do aumento do óleo diesel. Antes do reajuste, o Jóia vendia o litro da gasolina comum a R$ 0,94. Com o aumento, ele passou para R$ 1 23. "Temos como comprovar os nossos reajustes com as notas fiscais, garante Cristovão. Segundo ele, as distribuidoras estão e aproveitando do aumento para elevar os preços, "É um exagero o que eles estão fazendo. Recebi combustível na sexta-feira com um preço, na segunda com outro e, ontem já era outro valor", denuncia. "A margem de lucro do revendedor, em relação à distribuidora, ainda é muito pequena", procura justificar Cristovão.
O proprietário do Posto Divelin, também no centro da capital, Cláudio Lui Pereira, acredita que, pressionadas, as distribuidoras irão voltar atrás e voltarão a oferecer os descontos aos postos de gasolina. "Como existia uma forte concorrência, algumas distribuidoras vendiam o litro de combustível a R$ 0,93. Na disputa pelo mercado, algumas chegaram a baixar até R$ 0,83. E isso tudo foi repassado ao consumidor" revela. O problema é que, com o aumento do governo, as distribuidoras não só encerraram as promoções como reajustaram o valor do combustível em cima do preço base. "E quem acaba perdendo é sempre o consumidor", concorda Pereira.


