Gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre deve iniciar operação em 2001
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domingo, 23 de maio de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 24 (AE) - A Transportadora Sulbrasileira de Gás (TSB), consórcio que será formalmente constituído quarta-feira na sede do grupo Ipiranga, pretende iniciar em junho a construção do gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre. A tubulação, com 60 centímetros de diâmetro, deve entrar em operação plena em meados de 2001, com capacidade para transportar 12 milhões de metros cúbicos diários de gás natural da Argentina para o Rio Grande do Sul. A conclusão da primeira fase é prevista para daqui a cerca de um ano.
O gasoduto terá 615 quilômetros de extensão e exigirá um investimento de US$ 265 milhões. As empresas que integram a TSB entrarão com 30% do total em recursos próprios e buscarão o restante junto ao BNDES e agentes financeiros internacionais.
O consórcio será formado pela Ipiranga, Gaspetro, YPF (argentina), Total Global Gas Venture (francesa), Compañia General de Combustibles (argentina), Tecgas NV - Technit (ítalo-argentina) e Nova Gas International (canadense). As participações individuais variam de 12% a 23%.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da TSB
Valter Guimarães, a Sulgás (estatal gaúcha que tem o monopólio da distribuição do combustível) vai construir city-gates (portões) para abstecimento das cidades ao londo do gasoduto.
Já está definida a instalação de conexões em Uruguaiana, no Pólo Petroquímico de Triunfo e em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. "Além de beneficiar os consumidores domésticos e comerciais, o gás poderá ser amplamente utilizado na indústria, no transporte coletivo e na geração de energia", disse Guimarães, que é diretor-superintendente da Unidade de Novos Negócios da Ipiranga.
Na solenidade de quarta-feira, da qual deverá participar o governador Olívio Dutra (PT), será assinado ainda o contrato de aquisição de gás pela Copesul, a central de matérias-primas do pólo de Triunfo. A empresa comprará o produto da Sulgás.
A Ipiranga e a Technit também formalizarão o interesse em construir uma termoelétrica com 500 KW de potência na Grande Porto Alegre. A usina deverá consumir 2,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia na geração de energia para ser vendida às indústrias da região.


