Wellington Camargo prestou depoimento ontem durante mais de uma hora no Grupo Anti-Sequestro da Delegacia Estadual de Investigações Criminais. A polícia, alegando que a publicação de qualquer dado poderá atrapalhar as investigações, não divulgou o teor do depoimento.
Irmão dos cantores Zezé di Camargo e Luciano, Wellington foi sequestrado no dia 16 de dezembro do ano passado e solto na noite do último sábado, sendo localizado 20 horas depois. Na sexta-feira, a família havia pago o resgate de US$ 300 mil aos sequestradores.
No dia seguinte à liberação do refém, a polícia já havia conseguido prender 20 pessoas acusadas de envolvimento, além de recuperar US$ 261.400. Outros dois suspeitos pelo sequestro - Ademir Francisco de Oliveira, irmão de dois acusados que já estão presos, e Luís Carlos de Medeiros - estão sendo procurados pela polícia.
Os irmãos Oliveira, acusados de envolvimento no sequestro de Wellington, compraram uma chácara na zona rural de Sarapuí, na região de Sorocaba, interior de São Paulo, para usar como esconderijo. O imóvel fica no bairro Várzea de Cima, a seis quilômetros da área urbana, e serviu de cativeiro para o empresário mineiro César Eliseu Nasory, de 32 anos, sequestrado em abril do ano passado, em Araguari (MG). A polícia mantinha o local ontem sob vigilância na tentativa de prender suspeitos do sequestro do compositor.
O empresário que ficou 20 dias em cativeiro nessa chácara foi libertado sem pagar o resgate porque a polícia chegou a uma irmã dos sequestradores, Franciele Oliveira, que mora em Campinas. Avisados, os sequestradores desistiram do resgate e abandonaram Nasory no quilômetro 104 da Rodovia Raposo Tavares.
Os autores do sequestro, os irmãos Moacir, Manoel, Ademir e José Francisco de Oliveira, e os cúmplices Osmar Martins e Jélio Neley de Oliveira, conseguiram fugir. Para escapar do cerco da polícia, eles invadiram uma fazenda no município de Alambari, na mesma região, e agrediram seus moradores, roubando um carro para a fuga. A Justiça de Itapetininga, sede da comarca, decretou a prisão preventiva dos acusados.

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