por Jô Pasquato
São Paulo, 10 (AE) - O secretário de Energia do governo paulista, Mauro Arce, afirmou há pouco que não haverá quebra na proporcionalidade entre os preços do gás e do óleo combustível, no Estado de São Paulo. Segundo Arce, existe um contrato entre a Comgás e a Petrobrás garantindo que os preços do óleo combustível e do gás devem subir no mesmo nível. "O preço do gás boliviano é indexado ao do óleo combustível (óleo 1A), que é o mais barato, e só será alterado se este se alterar", disse Arce.
Segundo ele, o preço do gás é 75% do preço do óleo e, portanto, 25% mais barato. A intenção dos governos federal e estadual é ampliar a participação do gás na matriz energética e nesse sentido, segundo Arce, pelo menos o gás apresenta uma série de vantagens em relação ao óleo combustível. Entre as vantagens, está a menor emissão de poluentes, a manutenção mais barata de equipamentos e a combustão uniforme que gera produtos de melhor qualidade, tornando-os mais competitivos no mercado internacional. Um desses produtos, por exemplo, é a cerâmica.
Segundo Arce, o governo paulista pretende investir em 99 cerca de R$ 100 milhões em áreas novas para a construção de redes que saem dos citigates em direção às indústrias e residências. O investimento no Interior de São Paulo ocorrerá enquanto a Comgás permanecer estatal, até meados de abril.
O secretário de Energia paulista, Mauro Arce, está no Palácio dos Bandeirantes participando da assinatura de convênios com prefeituras das regiões de Presidente Prudente e Dracena, para a manutenção de cursos de qualificação profissional. O programa de treinamento e qualificação de mão-de-obra foi desenvolvido pela Diretoria de Meio Ambiente da Cesp. O convênio prevê a construção de galpões nos 13 municípios paulistas, três galpões por cidade. Em 98, a Cesp iniciou o projeto com o objetivo de realizar cursos para treinar artesãos ribeirinhos nos municípios atingidos pela construção da usina hidrelétrica Porto Primavera, rebatizada de Engenheiro Sérgio Motta, localizada no rio Paraná. Já foram formados quatro mil novos profissionais, 2.500 paulistas e 1.500 provenientes de cinco municípios de Mato Grosso do Sul.
O convênio entre a Cesp e as prefeituras foi ampliado e, através de acordo com escolas do Senai, possibilitará a formação de eletricistas, encanadores, pedreiros, carpinteiros e pintores de parede. Os 13 municípios paulistas englobados no projeto são: Caiuá, Castilho, Euclides da Cunha, Ouro Verde, Panorama, Paulicéia, Presidente Epitácio, Presidente Venceslau, Rosana, Santa Mercedes, São João do Pau Dalho, Teodoro Sampaio e Nova Guataporanga. Em Mato Grosso do Sul, participam os municípios de Anaurilândia, Bataguassu, Brasilândia, Santa Rica do Pardo e Três Lagoas.

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