Arquivo FolhaConstrução do sistema deve consumir R$ 1 bilhão e o gás deve abastecer exclusivamente as indústrias do ParanáO Paraná vai receber gás natural da Argentina a partir do ano 2001. O gás deverá ser produzido na região de Salta, norte da Argentina, atingindo 3,5 milhões de metros cúbicos. Essa região é rica na produção de gás natural e deve extrair o suficiente para abastecer 100 indústrias automobilísticas iguais a Renault.
O convênio firmado entre os governadores do Paraná Jaime Lerner (PFL) e da Província de Misiones, na Argentina, Frederico Ramon Puerta para implantar o gasoduto foi assinado na última semana de setembro em Puerto Iguazú, fronteiriça a Foz do Iguaçu. O custo previsto para a construção do sistema é de R$ 1 bilhão, a metade prevista para o gasoduto Bolívia-Brasil.
O acordo está sendo estudado por técnicos da Companhia Paranaense de Gás (Compagás) e das secretarias de Minas e Energia das províncias argentinas de Misiones, Chaco, Corrientes e Formosa.
Os estudos devem ficar prontos até o fim do ano que vem. A maior preocupação é com o impacto ambiental. Segundo Lerner, o governo não vai implantar o sistema sem que os técnicos garantam que não haverá prejuízo ao meio ambiente.
Segundo o presidente da Companhia paranaense de Energia elétrica (Copel), Ingo Humbert, o gás deve abastecer exclusivamente as indústrias do Estado, além de fornecer matéria-prima para a produção de energia elétrica na Usina Termoelétrica de Figueira (120 Km ao sul de Jacarezinho).
A sede administrativa para a reedistribuição do gás natural vai ser em Curitiba e deve beneficiar aproximadamente 20 milhões de brasileiros nos três estados do Sul, além de 3,5 milhões de argentinos. Para Lerner o acordo consolida as relações entre o Estado e as províncias argentinas. ‘‘O gasoduto vai colocar o Paraná na rota da produção de energia do Mercosul,’’ enfatizou o governador.

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