Madri, 2 (AE-ANSA) - O juiz Baltasar Garzón processou hoje 98 militares e policiais argentinos por delitos de genocídio, terrorismo e torturas, cometidos durante a ditadura (1976-83) na província de Tucumán, norte do país e na Escola Mecânica da Armada (ESMA), de Buenos Aires, que funcionou como centro de detenção de dissidentes políticos.
Entre os processados estão dez membros das juntas militares, como Jorge Videla, Emilio Massera e Leopoldo Galtieri
o ex-governador da província de Tucumán, Antonio Domingo Bussi, agora deputado federal eleito, e o chefe do Primeiro Corpo do Exército, Guillermo Suárez Mason.
Contra Videla, Massera e Galtieri, o juiz Garzón havia ordenado a busca e captura internacional há dois anos, que na prática só são efetivas se eles saírem da Argentina.
O juiz deu a mesma ordem contra Luis María Mendía, Raúl Gonzáçez, Jorge Vildoza, Adolfo Mario Arduino, Jorge Eduardo Acosta, Jorge Enrique Perren, Carlos Eduardo Daviu, Carlos José Pazo e Gonzalo Torres de Tolosa.
Garzón ratificou hoje o mandado de prisão contra estas pessoas e decretou responsabilidade civil e o embargo dos bens dos processados.

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