Garoto desaparecido no PR reencontra a mãe
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quarta-feira, 08 de fevereiro de 2006
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Um adolescente de 13 anos que estava desaparecido desde novembro reencontrou ontem a mãe, na sede do Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida, em Curitiba. Segundo o movimento, o garoto havia sido localizado anteontem à tarde em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba).
Marília Marchese, coordenadora da entidade, explicou que o adolescente foi localizado após denúncia anônima. ''A pessoa tinha visto o retrato do adolescente em um cartaz com fotos de crianças desaparecidas. Quando o Conselho Tutelar de Pinhais esteve na casa, o menino deu um nome falso. Não queria voltar para a família, pois era espancado com frequência pelo padrasto'', contou Marília.
A família do adolescente é de Fazenda Rio Grande (outro município da Região Metropolitana). A coordenadora afirmou que o movimento e os conselhos tutelares irão acompanhar o caso. ''Ao reencontrar o filho, a mãe admitiu os maus-tratos do padrasto do menino e comentou que as coisas iriam mudar'', afirmou Marília. O menino por enquanto ficará num abrigo mantido pelo Conselho Tutelar de Fazenda Rio Grande.
Segundo informações do movimento, no ano passado 112 crianças com idade abaixo de 12 anos desapareceram no Paraná. Destes casos, 111 foram solucionados, dois deles com final triste - as crianças foram encontradas mortas. Ainda segundo o movimento, em 2005 foram registrados no Estado 559 desaparecimentos de adolescentes com idade de 12 anos ou mais. A grande maioria destes jovens foi localizada com vida. Dois foram encontrados mortos e apenas três casos estão pendentes.
Marília estimou que 80% dos desaparecimentos de adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos são fugas, motivadas por violência familiar. ''A única saída para evitar fugas é conscientizar as famílias, para coibir situações de maus-tratos'', comentou a coordenadora.
Ela ressaltou a importância da Lei da Busca Imediata, que determina rápida investigação em casos de desaparecimento de criança ou adolescente. No Paraná, a apuração destas situações é feita por policiais do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) e da Delegacia de Vigilância e Captura (DVC).


