Santos, SP, 07 (AE) - Um garoto de 13 anos morreu soterrado, por volta das 2 horas de hoje, em Santos, litoral paulista. Durante a madrugada, uma pedra de cerca de sete toneladas rolou do alto do Morro do Marapé e atingiu a casa de Tiago Nascimento Freire de Oliveira, de 13 anos, matando o menino e deixando outras três pessoas feridas. Wilma Erundina do Nascimento, mãe do adolescente, está internada na Santa Casa de Santos em observação; Jairo Gomes do Nascimento, levou cinco pontos na cabeça, mas foi liberado junto com a esposa Luciene da Silva Souza e Mateus, um bebê de sete meses, que nada sofreu. Ontem, a prefeitura de Santos suspendeu o alerta nos morros da cidade, uma vez que as chuvas haviam diminuído. Tiago foi enterrado à tarde no cemitério do Saboó.
O pânico tomou conta dos moradores da Rua Napoleão Laureano, local do acidente, que fica no sopé do morro. Na década de 50 o mesmo morroe registrou um grande deslizamento de terra que provocpu a morte de dezenas de pessoas. O coordenador da Defesa Civil do município, Luiz Marcos Marques Albino, interditou cinco imóveis, naquela área, incluindo a casa destruída. As famílias foram removidas preventivamente para casa de amigos e parentes. Técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fizeram o levantamento da situação das encostas e encontraram um grupo de 15 pedras a 200 metros acima da residência atingida. "Os geólogos da regional, do IPT e do Instituto Geológico (IG) constataram que dez delas estão fixas, mas outras cinco correm o risco de deslocamento", revelou Albino. Hoje à tarde, funcionários da prefeitura levaram para o morro material necessário para realizar a fixação dos blocos, abrindo um canteiro de obras que começa a operar amanhã, a partir das 7 horas. Já a rocha que caiu em cima da casa não foi removida porque vai passar por perícia.
De acordo com Luiz Marcos Albino, esta foi a primeira ocorrência com morte na cidade nos últimos seis anos. O mês de janeiro apresentou fortes chuvas, desde o dia 1º, resultando num acumulado de 263 milímetros até hoje, o que é considerado uma média elevada para sete dias. Nas últimas 72 horas o índice chegou a 19,6 milímetros. "O estado de atenção será mantido e as equipes da regional dos morros vão manter plantão de 24 horas", concluiu.