Aos 12 anos e cursando o sexto ano da escola, um garoto passa por provações antecipadas de sua masculinidade: joga bola, forma grupos de amigos, paquera. ''Mas se não dorme no acampamento de férias por não conseguir ficar longe da mãe, vai ser tachado, e isso é muito sério pra ele'', diz Fernando Asbarh, psiquiatra e coordenador de um grupo de estudos sobre transtornos de ansiedade no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
O menino que não dormia longe da mãe está em tratamento, diagnosticado com TAS (transtorno de ansiedade de separação) e fobia específica; no caso dele, fobia de prova. ''Na noite anterior não dormia, às vezes vomitava, não ia à escola'', diz Asbahr. Muitas vezes, a mãe tinha que ir buscá-lo. As notas caíram e o complexo de inferioridade, aumentou.
Há um ano fazendo terapia e tomando antidepressivo (já em fase de redução da dose), suas notas melhoraram e ele conseguiu, pela primeira vez, passar férias no acampamento. (Folhapress)

mockup